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Postada por:  Jardel Viana,  em  19/06/2018 às 18h38
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10 anos de Lei Seca: número de fortalezenses que dirigem embriagados cai 21%, diz estudo
Número de mortes por acidentes de trânsito no Estado também apresentou queda entre 2008 e 2017

19/06/2018 às 18h38
Completando 10 anos de vigência no Brasil nesta terça-feira (19), a Lei Seca foi responsável por reduzir, entre 2011 e 2017, o número de fortalezenses que dirigem embrigados em 21%, revela um estudo do Ministério da Saúde divulgado na manhã de hoje. Conforme o levantamento, que foi baseado no sistema de vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico (Vigitel), apesar de conquistar um resultado positivo no Estado, a legislação não impediu que o hábito avançasse 16% no País ao longo do período analisado.

Conforme o Ministério da Saúde, a frequência de motoristas fortalezenses que admitiram dirigir sob efeito de álcool era de 7,6% em 2011, enquanto que em 2017 o índice foi de 6%. Os homens ainda são os que mais se arriscam no Estado, representando 11% da população, enquanto as mulheres tiveram o índice igual a 2%. 

“Esse é um perfil mundial, mas que no Brasil agrava a situação devido à infraestrutura que o país oferece aos condutores. É necessário ser mais prudente, pensar que os acidentes de trânsito podem matar e causar graves sequelas. Da mesma forma, os governos também precisam rever como podem tornar as vias melhores e mais seguras”, destaca Fátima Marinho, diretora de doenças e agravos não transmissíveis do Ministério da Saúde.

Óbitos

Apesar de não apresentar um recuo tão acentuado, o número de mortes por acidentes de trânsito no Ceará também caiu após a vigência da Lei Seca, com redução de 5% entre os anos de 2008 e 2017. Quando a legislação foi implementada, em 2008, o Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde registrou 1.676 óbitos por essa causa no Estado. Em 2017, dados preliminares apontam 1.586 casos.

A redução é ainda mais representativa se comparado ao ano de 2012, quando a lei sofreu sua primeira alteração, tornando-se mais rígida com o aumento da multa para condutores flagrados dirigindo alcoolizados. Naquele ano, 2.442 pessoas morreram vítimas de acidentes no trânsit Ceará. Comparado a 2017, a frequência caiu em 35%.

O Vigitel é uma pesquisa realizada em todas as capitais do País, por telefone, com adultos maiores de 18 anos. Em Fortaleza, foram entrevistadas 2.027 pessoas entre fevereiro a dezembro de 2017. Dessas 725 eram homens e 1.302 mulheres.



Por Diário do Nordeste








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