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Postada por:  Jardel Viana,  em  05/01/2018 às 10h50
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Preço médio da gasolina de Fortaleza é 8º mais alto entre capitais
Valor médio do combustível na capital cearense custa R$ 4,162.

05/01/2018 às 10h50
O valor médio da gasolina de Fortaleza para o consumidor final é o mais alto do Nordeste e o 8º do País, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (2) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com a ANP, o preço médio do combustível na capital cearense é de R$ 4,162.

A ANP também realizou pesquisa em 120 postos de combustível de cinco cidades do Ceará. Além de Fortaleza foram analisadas os valores do combustível nos municípios de Caucaia, Crateús, Itapipoca, Limoeiro do Norte e Maracanaú. O preço mais alto foi identificado em Cratéus onde o preço médio ficou em R$ 4,391. Logo atrás aparecem Limoeiro do Norte com R$ 4,312 e Itapipoca com R$ 4,300. Na capital cearense foram pesquisados 72 postos de combustível.



Número de postos pesquisados

  • Fortaleza - 72
  • Caucaia - 21
  • Maracanaú - 10
  • Crateús - 7
  • Limoeiro do Norte - 6
  • Itapipoca - 4

Na comparação entre todas capitais do país, Rio Branco fechou o ano com o maior preço médio do combustível, com R$ 4,771 por litro. Já São Luís tem o menor valor médio, R$ 3,597.

Na última semana de 2017, o valor médio da gasolina nos postos do país chegou a R$ 4,099, contra R$ 4,089 na semana anterior, uma variação de 0,24%. Foi a 9ª alta seguida dos preços. Na última semana de 2016, o combustível valia R$ 3,755.



O preço do diesel subiu 9,01% em 2017, terminando o ano a R$ 3,326 no país. Na última semana, o combustível ficou 0,24% mais caro.

Os aumentos estão bem acima da inflação esperada para o ano, que deve terminar 2017 em 2,78%, segundo as expectativas de mercado registradas pelo boletim Focus, do Banco Central.

Já o etanol subiu 2,39% no ano, fechando a última semana de 2017 com o preço médio de R$ 2,912 por litro, segundo a ANP.



De julho até o final de 2017, o preço médio da gasolina para o consumidor subiu 16,78%, segundo a ANP. A alta mais acentuada aconteceu em meio ao anúncio da nova metodologia de reajustes da Petrobras e da elevação do tributo sobre os combustíveis. Já o diesel ficou 12,44% mais caro desde a nova política de preços.

Com o novo formato da política de preços, adotado em 3 de julho, a Petrobras passou a fazer reajustes mais frequentes nos valores dos combustíveis nas refinarias, inclusive diariamente.

Desde o início da nova metodologia, a gasolina acumula alta de 30,03% nas refinarias e o diesel, valorização de 26,68%, segundo o Valor Online. O repasse ou não para o consumidor final depende dos postos.

Nesta quarta, a Petrobras anunciou nesta quarta-feira reduções de 1,9% no preço do diesel e de 1,4% no preço da gasolina comercializados nas refinarias. Na terça-feira, foi anunciado alta de 0,6% no preço do diesel e recuo de 0,1% na gasolina.

Botijão de gás sobe mais de 20% no ano

Ainda de acordo com a ANP, o preço médio do botijão de gás de cozinha teve alta de 21,27% no ano (também bem acima da inflação de 2,78% esperada para o ano), passando de R$ 55,58 no fim de 2016 para R$ 67,41 na última semana de 2017. Na variação semanal, o gás de cozinha ficou 0,7% mais caro.



O que diz a Petrobras

Segundo a Petrobras, a periodicidade frequente dos reajustes "possibilita a companhia competir de maneira mais ágil e eficiente com importadores".

Diante da alta de preços acumulada desde julho, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, já chegou a declarar que o principal fator para o aumento do preço da gasolina é o aumento de impostos. Em julho deste ano, o governo anunciou a elevação da tributação sobre os combustíveis, como uma das medidas para tentar reequilibrar as contas públicas. Foi elevada a a alíquota de PIS e Cofins sobre os combustíveis.

Em resposta ao G1, a Petrobras disse que "é importante destacar que, na gasolina, por exemplo, apenas 29% do preço pago pelo consumidor final correspondem à parcela da Petrobras. Os demais 71% referiam-se a tributos, custo do etanol anidro e margens de distribuição e revenda - parcelas sobre as quais a Petrobras não tem gerência".

Outra consequência da nova política de preços da Petrobras doi o aumento das importações de combustíveis, que dispararam 25% no ano. Somente as compras externas de gasolina no acumulado em 2017 até novembro, cresceram 53,8% sobre o mesmo período do ano passado.

O setor se tornou fortemente importador em um mercado de distribuição dominado por empresas como Raízen, dos grupos Cosan e Shell; Ipiranga, da Ultrapar; e a própria BR Distribuidora, controlada pela Petrobras, líder no segmento que tem liberdade para comprar de outras companhias, se for mais lucrativo.



Por G1/CE









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