Ceará
Postada por:  Jardel Viana,  em  07/11/2017 às 23h58
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39% das estradas do Ceará têm condições boa ou ótima, e 20% estão ruins ou péssimas
O estudo observou critérios como sinalização, qualidade da pavimento e geometria das pistas. Rodovias federais estão em melhor situação nos três aspectos.

07/11/2017 às 23h58
As estradas que cortam o Ceará estão, em sua maior parte, em situação regular. No estudo, realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), foram avaliados 3.618 quilômetros – 2.391 federais (BRs) e 1.227 estaduais (CEs). O estudo observou critérios como sinalização, qualidade do pavimento (como o asfalto) e geometria das pistas. Houve piora em todos eles.

Considerando a extensão total avaliada, a pesquisa mostra que 40,2% (1.454 quilômetros) das estradas do Ceará estão em situação regular; 3,8% em condição ótima (137 quilômetros); 35,6% (1.287) em boa condição; 14,7% (533) ruim; e 5,7% péssimo.

Para o presidente da CNT, Clésio Andrade, os dados ruins são explicados pelo menor investimento no setor. “A queda na qualidade das rodovias brasileiras tem relação direta com um histórico de baixos investimentos em infraestrutura rodoviária e com a crise econômica dos últimos anos”, declarou.

"Em 2011, os investimentos públicos federais em infraestrutura rodoviária foram de R$ 11,21 bilhões; em 2016, o volume investido praticamente retrocedeu ao nível de 2008, caindo para R$ 8,61 bilhões. Este ano, até o junho, foram investidos apenas R$ 3,01 bilhões", frisa o estudo.

Federais e estaduais

Considerando os aspectos observados – sinalização, qualidade do pavimento (como o asfalto) e geometria das pistas –, as rodovias federais apresentam melhores condições que as estaduais. No quesito sinalização, por exemplo, 49,2% das BRs estão com boa sinalização e 35% das CEs têm as mesmas condições.

No aspecto qualidade do pavimento, 57,6% das federais estão em ótima situação, enquanto que apenas 12,1% das estaduais se encontram em situação semelhante. Já no quesito qualidade do pavimento, o percentual de boas condições fica em 21,8% entre as federais e 4,5% para as estaduais. Neste aspecto, analisando as estradas consideradas em ótima condição, as estaduais ganham das federais: 6,3% contra 0,9%.

Brasil

Em todo o país, foram analisados 105.814 quilômetros de rodovias – 147 federais (BRs) e 395 estaduais – para embasar os resultados. O estudo observou critérios como sinalização, qualidade do pavimento (como o asfalto) e geometria das pistas: houve piora em todos eles.

Isso se reflete em cada vez mais gastos para transportar cargas e passageiros, afirma a CNT. Um exemplo é o “desperdício” de diesel, estimado em 832 milhões de litros, por causa das inadequações encontradas no asfalto: o que deve trazer prejuízo de R$ 2,54 bilhões aos transportadores.



Por G1 CE








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